A DEMOGRAFIA

O último (re)povoamento deste lugar ascende, por certo, ao séc. XIII, como se pode ver das condições da instituição da paróquia do Lamegal, a que já pertencia em 1241, e assinala hoje as mesmas recessões demográficas pontuais de muitas outras povoações, com especial incidência a constatada nas décadas de 1950 e 1960, desertificantes impenitentes, relembrando aqui, um tanto Ramalho Ortigão nas suas “Histórias Cor de Rosa”; “...em Portugal os sábios agremiados pela política constituem seminários de loquacidade sáfara e de ligação estéril” e as pessoas vão testificando que, em tal eleitoralismo, nem sempre o prometido é devido e, no saber de experiência feito, vai procurar as respostas algures (mesmo na estranja), por ínfimas mas no realismo de quem sempre teve de subir a corda a pulso.

Hoje a freguesia tem 150 habitantes inscritos nos cadernos eleitorais, residentes efectivos serão aproximadamente 100 pessoas. A escola primária encerrou por falta de alunos e foi entregue ao abandono e a algumas cabras e ovelhas que por ali pastam aproveitando as viçosas ervas que generosamente ali crescem. Em contrapartida construiu-se um lar de dia que é hoje  o ex libris da aldeia e aqui sim, aqui a afluência é cada vez maior. Mas estes dados não parecem impedir a vida e o dinamismo da aldeia que atrai forasteiros, vizinhos e novos residentes. A hospitalidade das pessoas, a tranquilidade da terra, e as iniciativas empreendedoras da Associação Cultural e R. do Safurdão são algumas referências que fazem renascer o desejo de um regresso, a menos que não seja em tempo de férias.